Método de migração de sistemas monolíticos legados para a arquitetura de microsserviços
Brasília, 15 de junho de 2021 (data aproximada). Taylor Rodrigues Lopes apresentou a Dissertação de mestrado intitulado(a) Método de migração de sistemas monolíticos legados para a arquitetura de microsserviços, no programa Dissertação (Mestrado Profissional em Computação Aplicada) - UnB, sob orientação do(a) Prof(a). André Luiz Peron Martins Lanna.
ResumoAtualmente, grande parte das organizações dependem de Sistemas de Informação (SI). Em geral, estes sistemas são construídos com base na “arquitetura monolítica”, tendo a execução centralizada em um único servidor. Ao longo dos anos, porém, as constantes mudanças para atender necessidades de negócio e o acúmulo da dívida técnica, têm tornado estes sistemas cada vez maiores e complexos, dificultando aspectos como manutenibilidade e escalabilidade. Essa difícil realidade vivida por muitas organizações motivou o presente trabalho a investigar uma nova tendência arquitetural denominada “microsserviços”. Popularizado por empresas como Netflix e Amazon, os microsserviços podem ser uma alternativa para a modernização de sistemas legados, propiciando mínimo downtime e impacto ao usuário final. Nessa nova arquitetura, o software é decomposto em pequenas partes que funcionam de modo independente e autônomo, trazendo algumas melhorias em termos de atributos de qualidade de software. Contudo, há também desafios e tradeoffs - adotar microsserviços tende a ser um processo difícil e não raramente malsucedido, sobretudo, em razão da carência de métodos para conduzir o processo de migração. Nesse sentido, fundamentado em estudos científicos, este trabalho apresenta um método de migração intitulado Microservice Full Cycle - MFC, inspirado no ciclo de vida de desenvolvimento de software e em estratégias DevOps. O objetivo é auxiliar sistemas de software legados a gradualmente evoluírem orientados por um conjunto de etapas e atividades comuns à arquitetura de microsserviços. A validação do método MFC é feita por meio de uma simulação em uma aplicação real, tendo evidenciado vantagens tais como códigos mais coesos e desacoplados, independência tecnológica, agilidade em build, teste e deploy (automação), escalabilidade sob alta demanda, maior interoperabilidade e integração, capacidades geodistribuídas, além de monitoramento e feedback em tempo real.
Trabalho depositado
O trabalho pode ser lido na íntegra na Biblioteca Digital / Repositório Institucional.
