Por que empresas não usam processos que já pagaram para definir?
Nathalia Lorena Cardoso Dias defendeu na FCTE/UnB um TCC que investiga, com revisão sistemática da literatura, por que processos de melhoria de software já formalmente definidos frequentemente não são utilizados na prática.

Brasília, 4 de março de 2023
Existe uma pergunta que atravessa consultorias e mesas de retrospectiva: se o processo foi cuidadosamente escrito, homologado e distribuído, por que continua sem ser usado? Esse paradoxo silencioso é o objeto do TCC defendido em março de 2023 por Nathalia Lorena Cardoso Dias, sob orientação da Prof.ª Fabiana Freitas Mendes .
O trabalho é uma revisão sistemática da literatura — formato que permite entrar na questão sem ficar refém das anedotas de um único caso. A autora consolida evidências dispersas sobre fatores que explicam a subutilização dos processos formais de melhoria de software: distância entre norma e prática cotidiana, ausência de patrocínio efetivo, resistência velada, custo cognitivo de adoção, entre outros. O resultado é um panorama que ajuda quem está prestes a lançar mais um processo a olhar antes para o que já foi lançado — e não chegou.
Ao articular qualidade de software com uma lente organizacional, o TCC dá visibilidade a um tema quase sempre reduzido a treinamento. Ele mostra que a distância entre o processo definido e o processo praticado é feita de decisões pequenas e cumulativas — e que enfrentá-las exige mais do que documento.
O TCC pode ser lido na Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da UnB.
Sobre o CEDIS: O Centro de Estudos, Desenvolvimento e Inovação de Software (CEDIS), vinculado à Universidade de Brasília, pesquisa e desenvolve soluções inovadoras em software.
