Refatoração como alavanca: TCC mostra como reescrever código para ganhar variabilidade
Ronyell Henrique dos Santos defendeu na FCTE/UnB um TCC que aplica operações de refatoração para aprimorar a variabilidade de sistemas de software — reduzindo o custo da manutenção ao longo do ciclo de vida.
Brasília, 28 de fevereiro de 2020
A manutenção é, de longe, a fase mais cara do ciclo de vida do software — e todo esforço para torná-la mais barata compensa. É por esse caminho que o TCC defendido em fevereiro de 2020 por Ronyell Henrique dos Santos avança, sob orientação do Prof. André Luiz Peron Martins Lanna .
O trabalho traz duas ideias para o mesmo plano. A primeira é a variabilidade — a capacidade de um sistema absorver mudanças sem que cada alteração cobre uma reescrita mais ampla. Em orientação a objetos, isso costuma aparecer como padrões de projeto; em outras arquiteturas, como pontos de extensão claros. A segunda é a refatoração — pequenas transformações no código que preservam comportamento e melhoram estrutura.
A tese central é combiná-las: usar operações de refatoração como ferramenta para injetar variabilidade em sistemas existentes, ampliando o percentual de correções de falhas que ocorrem com êxito e diminuindo o custo de futuras evoluções. O trabalho se localiza em qualidade de software e conversa com práticas de verificação e validação porque, refatorar sem quebrar, é um exercício de rigor tanto quanto de gosto.
O TCC pode ser lido na Biblioteca Digital da Produção Intelectual Discente da UnB.
Sobre o CEDIS: O Centro de Estudos, Desenvolvimento e Inovação de Software (CEDIS), vinculado à Universidade de Brasília, pesquisa e desenvolve soluções inovadoras em software.