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Noticia Publicado em 04/07/2026 2 min de leitura

Random Forest e Suricata: separar sinal de ruído em alertas de intrusão

Henrique Azevedo Batalha e Marina Márcia Costa de Souza apresentaram na FCTE/UnB o TCC1 que integra o IDS Suricata a um classificador Random Forest — treinado sobre o dataset CSE-CIC-IDS2018 — para tornar a análise de alertas de intrusão mais organizada e menos susceptível a falsos positivos.

Por CEDIS

Brasília, julho de 2026

Detectar intrusão em rede é como procurar agulha num palheiro que cresce por segundo. Sistemas de Detecção de Intrusões (IDS) tradicionais fazem seu trabalho — geram alertas — mas geram tantos que o analista, exausto, começa a ignorar sinais que talvez fossem legítimos. É esse gargalo de análise, e não a detecção em si, que Henrique Azevedo Batalha e Marina Márcia Costa de Souza escolheram atacar em seu TCC1, apresentado na Faculdade de Ciências e Tecnologias em Engenharia (FCTE), sob orientação do Prof. Sergio Antônio Andrade de Freitas .

A proposta integra três peças: o IDS open source Suricata, responsável por observar o tráfego de rede e emitir alertas; um classificador Random Forest, escolhido por sua robustez, capacidade de lidar com múltiplos atributos e possibilidade de explicar a importância relativa das features; e uma interface gráfica de apoio à análise, com histórico, filtros e dashboard.

Para os experimentos iniciais, o modelo foi treinado sobre uma versão em CSV do dataset CSE-CIC-IDS2018 — referência da área de cibersegurança com fluxos de rede rotulados. A dupla executou limpeza, conversão de atributos, definição da variável-alvo e a divisão canônica entre treinamento e teste. O TCC1 fecha a fase de requisitos, arquitetura lógica, treinamento inicial do modelo e prototipagem no Figma; deixa como próximo passo, para o TCC2, a integração dos componentes em uma aplicação funcional avaliada em ambiente controlado.

O que o trabalho coloca em evidência é uma tese incômoda: no perímetro corporativo típico, o valor agregado de um IDS não está mais no bit que detecta, e sim no bit que prioriza. Random Forest entra aqui como filtro de segundo nível, atribuindo veredito e nível de confiança para cada alerta — devolvendo tempo ao analista humano e reduzindo o custo cognitivo do falso positivo. É o tipo de aplicação em que aprendizado de máquina se acopla à segurança de redes não para substituir o especialista, mas para tornar seu trabalho sustentável.


Sobre o CEDIS: O Centro de Estudos, Desenvolvimento e Inovação de Software (CEDIS), vinculado à Universidade de Brasília, pesquisa e desenvolve soluções inovadoras em software, com forte atuação em cibersegurança e inteligência artificial .