Interpretação automatizada de textos - processamento de anáforas
Esta tese apresenta uma solução para a interpretação de anáforas nominais definidas.Considere o seguinte texto- (1) a. Mariana comprou um carro novo. b. O motor veio danificado. A frase (1a) apresenta duas entidades- Mariana e um carro novo. Já a frase (1.2b) tem apenas uma entidade o motor. No processo de interpretação, humano ou computacional, a utilização do artigo de nido o é um indicativo de que a entidade já havia sido introduzida no discurso, i.e. apresenta um caráter anafórico. Resolver uma anáfora é, a priori, identicar a quem ou a que se refere esta anáfora. Mas no caso acima é mais do que isto sem dúvida o motor existe no texto por causa da existência de um carro, porém a interpretação do motor deve ir além disto e identi car como este motor está ligado com aquele carro. Isto é uma anáfora nominal de nida. A interpretação das anáforas nominais de nidas ou de qualquer fenômeno anafórico pode ser generalizada como um processo que atribui valores aos itens da seguinte equação- R(A, T ) (2) onde- A denota a entidade introduzida pela interpretação fora de contexto de um pronome, de uma elipse ou de um sintagma nominal de nido, T denota o seu antecedente e R é a relação existente entre A e T . O processo de resolução da equação, que é propriamente o processo de resolução de anáforas, consiste em descobrir T e R dado A. Nesta tese é proposta uma metodologia computacional que interpreta as anáforas nominais de nidas cuja relação R é uma dentre - parte de, membro de, subcategorizado por e coreferência. A obtenção das relações é feita por um conjunto de regras pragmáticas [Freitas, Lopes e Menezes 2004, Filho e Freitas 2003] (cap. 3). Caso seja constatado que A não seja anafórica então ela é acomodada no contexto. A metodologia computacional é construída sobre um ambiente de programação em lógica [Damásio, Nejdl e Pereira 1994] que permite raciocinar abdutivamente [Kakas, Kowalski e Toni 1992] sobre a representação semântica do texto [Kamp e Reyle 1993]. A partir da interpretação das entidades é construída a estrutura nominal do discurso [Lopes e Freitas 1994] (cap. 4), a qual permite - (1) fazer o acompanhamento das entidades mais salientes em cada frase [Freitas e Lopes 1994], (2) limitar o universo de escolha de possíveis antecedentes[Freitas e Lopes 1996] e (3) prover um resumo das entidades do discurso. O resultado é uma metodologia que permite, de forma integrada, resolver anáforas e elipses, sendo que a estrutura nominal do discurso pode ser usada na busca de informações.
Resumo
Esta tese apresenta uma solução para a interpretação de anáforas nominais definidas.Considere o seguinte texto- (1) a. Mariana comprou um carro novo. b. O motor veio danificado. A frase (1a) apresenta duas entidades- Mariana e um carro novo. Já a frase (1.2b) tem apenas uma entidade o motor. No processo de interpretação, humano ou computacional, a utilização do artigo de nido o é um indicativo de que a entidade já havia sido introduzida no discurso, i.e. apresenta um caráter anafórico. Resolver uma anáfora é, a priori, identicar a quem ou a que se refere esta anáfora. Mas no caso acima é mais do que isto sem dúvida o motor existe no texto por causa da existência de um carro, porém a interpretação do motor deve ir além disto e identi car como este motor está ligado com aquele carro. Isto é uma anáfora nominal de nida. A interpretação das anáforas nominais de nidas ou de qualquer fenômeno anafórico pode ser generalizada como um processo que atribui valores aos itens da seguinte equação- R(A, T ) (2) onde- A denota a entidade introduzida pela interpretação fora de contexto de um pronome, de uma elipse ou de um sintagma nominal de nido, T denota o seu antecedente e R é a relação existente entre A e T . O processo de resolução da equação, que é propriamente o processo de resolução de anáforas, consiste em descobrir T e R dado A. Nesta tese é proposta uma metodologia computacional que interpreta as anáforas nominais de nidas cuja relação R é uma dentre - parte de, membro de, subcategorizado por e coreferência. A obtenção das relações é feita por um conjunto de regras pragmáticas [Freitas, Lopes e Menezes 2004, Filho e Freitas 2003] (cap. 3). Caso seja constatado que A não seja anafórica então ela é acomodada no contexto. A metodologia computacional é construída sobre um ambiente de programação em lógica [Damásio, Nejdl e Pereira 1994] que permite raciocinar abdutivamente [Kakas, Kowalski e Toni 1992] sobre a representação semântica do texto [Kamp e Reyle 1993]. A partir da interpretação das entidades é construída a estrutura nominal do discurso [Lopes e Freitas 1994] (cap. 4), a qual permite - (1) fazer o acompanhamento das entidades mais salientes em cada frase [Freitas e Lopes 1994], (2) limitar o universo de escolha de possíveis antecedentes[Freitas e Lopes 1996] e (3) prover um resumo das entidades do discurso. O resultado é uma metodologia que permite, de forma integrada, resolver anáforas e elipses, sendo que a estrutura nominal do discurso pode ser usada na busca de informações.
BibTeX
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author = {Sergio Antônio Andrade de Freitas},
title = {Interpretação automatizada de textos - processamento de anáforas},
year = {2005},
publisher = {Biblioteca Central da Universidade Federal do Espirito Santo}
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